sábado, 10 de julho de 2010

Nostalgia

O tempo passa, e sem que a gente perceba, leva com ele histórias, amizades... amizades? Não, ele leva os amigos. Os leva para um lugar um tanto distante, mas muito, muito precioso: nossas lembranças. Por que não importa aonde estamos, não importa pra onde o tempo nos levou, traremos sempre conosco as nossas lembranças e os nossos amigos, que para sempre viverão dentro delas, vivos em nossos melhores pensamentos, em nossos melhores momentos.
Isso, o tempo não pode nos tirar. Nas nossas lembranças, o tempo não mexe, nem se quiséssemos! Uma vez que somos amigos de alguém, seremos sempre amigos desse alguém, mesmo que somente por um breve momento.
Tive o prazer de reviver e relembrar alguns dos melhores momentos da minha vida, ao lado das minhas primeiras melhores amigas. Sabe como é, MELHORES AMIGOS nunca se esquece... todas elas estavam vivas na minha memória, e revê-las foi uma das melhores coisas que fiz no ano todo. Rimos muito, relembramos nossas peripécias infantis e, o melhor, dançamos como LoUcAs, assim como fazíamos quando eramos pequenas.
Abaixo, uma coisinha escrita pela minha amiga Júlia:

O Tempo

O tempo passou...
Nós crescemos e perdemos
Perdemos?
Mas o que de fato perdemos?
Caso tenhamos perdido algo foi apenas o contato...
Apenas o contato?
Isso é uma perda e tanto...
E a amizade como ficou?
Ela continuou, ou se degradou?
Com toda a certeza ela continuou...
Manteve-se aqui dentro quieta, por anos e anos, pensando bem, manteve-se na realidade inquieta, manifestava-se a todo o tempo, toda hora, todo minuto a todo o dia.
Gritava desesperadamente por uma volta ao tempo, aquele ao qual nós nos prendemos, e por ele nos deixamos levar, aquele tal tempo que nos impediu de ligar, de ouvir uma a voz da outra.
Enfim...
Hoje concebi a amizade uma volta ao tempo de menina, no qual passávamos tardes intermináveis no “clubinho” peneirando areia, com qual finalidade? Apenas a mais pura diversão
Ou então tardes nas quais ousávamos brincar de casinha, onde estabelecíamos um papel para cada uma de nós, e brincávamos de “vida real”, afinal naquele tempo vivíamos em um sonho, a nossa infância foi a mais pura época de fantasia, do imaginário, do irreal...
Não sabíamos que um dia teríamos que crescer, ter nossos compromissos, nossas responsabilidades...
Ou sabíamos e apenas disso queríamos nos esconder...
Nunca irei esquecer da briga dos meninos e das meninas na 3ª série, ou das tardes de esconde-esconde, pega-pega, gira-gira... Dos dias que íamos dormir uma na casa da outra, dos dias que voltávamos com os tênis cheios de areia, dos dias que ficávamos procurando, escavando coisas antigas no pátio da escola, dos banhos de mangueira que tomamos, e das mais loucas situações que passamos.
Independendo das distâncias geografias, independendo do tempo, independendo de qualquer coisa, levarei essas tardes para sempre comigo.
E que a nossa amizade continue interminável como sempre foi!
Não me deixarei mais ser levada pelo tempo...
Amo muito todas vocês!
Um Beijo e um Abraço
Júlia d’Avila Exterkoetter

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